I
Esperei.
Não (des)esperei
Sim… dinamizei
Senti alguma ansiedade
Ao pensar no e-mail sem idade
Talvez fosse chegar com (in)actividade
Suposição porque foi prometido
Não foi enviado nem recebido
Paciência quiçá ao inquirido
Esqueci o memorando
Que poderia eventualmente ir passando
E algo… eis senão quando!
Um inesperado telefonema
No meio de um semi-dilema
Não veio com véspera de esquema
Tal revelou-se uma surpresa
No comboio andante com destreza
Chegada eu a Lisboa, sua Alteza!
Já foi há mais de um mês
E o tempo o que fez:
A vida como um xadrez?
Não sei em que Língua estou a falar
Pouco importa isso do aprumar
Porque tu és, por ti, o proclamar…
II
Assim sendo, claro que me compreendes
Até mais – tu surpreendes!
O que as palavras podem pretender
Qual significado ao significante dar o querer
Só tem valor o que é a verdadeira intenção
E está dependente dela o tocares a minha mão…
III
O que os meus lábios proferem
Vai ao encontro do que é,
O acreditado
Não mais se sentiu a névoa
Pois veio o resgate do âmago,
Ao deitado
Na penumbra ténue, vacilante
Provavelmente bem-vinda
Do editado
Eu nada fazia nem faria
Se tão só e somente
Tivesse
Esperado
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