Desafio proposto pelo meu Formando Víctor Hugo Machado e Silva, do curso de Programação do CINEL: eu escrever um poema a partir do conceito de… Os ponteiros de um relógio que ele tem estarem, propositadamente, parados. E aqui está! Agradeço imenso o desafio, a confiança e a amizade =) 

 

I

Vamos! O passeio e a viagem em si

A visualização do que iremos vivenciar

O momento que antecede e antecipa

Fazem-nos permanecer no acreditar. 

 

O pensamento não é vago 

Vagamente só se for o seu (en)cantar

Convictamente o olhar gosta de…

Na nossa convicta Mente deambular. 

 

Chegámos! Ouvir o som dos ponteiros 

Parece não ser, neste caso, uma opção 

Os cinco sentidos passam a ser seis

Sinónimo: o Chakra do nosso coração. 

 

Vemos a nossa Mãe-Natureza 

A criar, a dar tudo e tudo nos oferecer

E nós, ao usufruirmos da riqueza 

Será que sabemos agradecer…?!

 

II

Os ponteiros não andam. Mas também não se esquecem.

A pilha para o relógio funcionar foi dispensada.

Mas a nossa energia permanece. 

O tempo parou. E assim ficou. 

Não porque o mundo se esqueceu de existir ou a palavra proferir. 

Nem propriamente porque o planeta decidiu não mais ter a sua rotação ou translação (quão belo, magnífico, rico e misterioso é!), mas porque… Pura e simplesmente nós decidimos devidamente e com a devida Mente vivenciar o momento do Aqui e do Agora. E assim estes dias habitar. Música e Poesia. Alma e Telepatia.

Gratidão pelo espaço, pela Família e pelos Amigos com quem criamos laços e memórias nestes mesmos espaços.

 

III

Stop. Pára tu também! 

Carpe Diem.

Esta é a hora certa. 

Avança com segurança. 

Existência e paciência.

Seriedade e felicidade. 

Emoção e racionalização. 

Momento e sentimento. 

Sucesso sem excesso.

Beleza e certeza. 

 

IV

Olha à tua volta… Vê bem!

Sente, cheira e podes saborear 

A brisa fresca da manhã no rosto

O teu sorriso especial a revelar. 

 

A luz do sol, as cores e as flores

O teu próprio dom de partilhar

A lua que te acalma e acompanha

O silêncio que toca, saber escutar.

 

A solitude de quem está na caminhada

Companhia de quem sabe ser bem-vindo

A devoção Zen do pôr-do-sol ao entardecer

E o Ser Humano… evoluindo. 

 

“Vamos dar tempo ao tempo”.

Típica expressão, não esquecida

A recomendação é: nós concretizarmos

Dar vida ao tempo… E dar tempo à Vida! 

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