Quero acreditar na pureza humana.

Um mito? Uma lenda? Uma utopia? Uma alegria?

Existem vários provérbios populares e um deles diz que

“A esperança é a última a morrer”.

E talvez haja aqui um fundo de verdade,

Senão o que seria de nós

Quando nos vemos perante a adversidade

Num túnel sem luz, sem a mínima claridade?

É a esperança que nos move

É a saudade, que dói e corrói

Mas que salta moinhos e sobe montanhas!

É a força de um sorriso e de um olhar

É a ânsia de encontrarmos quem mais nos ama

E que tão bem nos compreende…

Um olá de uma criança que mal sabe falar

Mas a sua expressão é já tão bela e sincera

Tão natural e espontânea…

Quero continuar crente e não incrédula.

Quero olhar para trás e sentir que tudo valeu a pena…

Que tudo fez, faz e continuará a fazer sentido.

Olhar para uma flor com uma gota acabada de cair

 E ver o brilho dos olhos do meu Amor que está já aqui

Ao meu lado, a dar-me a mão, a sussurrar-me ao ouvido.

Cheirar a essência que brota da Natureza toda ela pura

E que, infelizmente, nós queremos tornar impura…

Mas eu quero acreditar que isto vai mudar

E que a inteligência humana existe para o bem. 

Não me vou embora. Vou esperar para ver.                                                              

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