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Alma…

Alma escondida…

De que foges? Que procuras tu?

Não te podes refugiar nos teus medos

E sonhos sombrios porque,

Desse modo, estás a ficar

Ainda mais, na sombra de ti própria.

A sombra vai aumentar

E tu nem vais dar conta da sua possessão em ti

Do seu poder sobre ti. Do silêncio sepulcral…

Vais achar que são os outros que estão mal…

Vais transpor para o outro lado

O que há de insuportável em ti

E por isso culpas sempre os outros,

Mas… de facto, és tu mesma…

Não podes odiar as outras pessoas

Se ainda não conheceste ou reconheceste

O conteúdo de ti própria,

Da tua própria sombra.

Não podes, portanto, considerar-te inocente

E atirares pedras ao telhado do vizinho

Quando tu própria tens telhados de vidro.

Sê consciente, tem racionalidade suficiente,

Ouve a razão!

Sapere aude!

Ousa saber!

Ousa saber e conhecer a tua pessoa

Para que possas olhar para ti

Veres-te a ti própria

Reconhecer-te a ti mesma

Como ser maravilhoso que, afinal, és!

Transforma essa fuga numa caminhada

Numa caminhada com luz e alegria

Porque só se tem este caminho

Porque só se tem esta vida uma vez

Ela é única

 E é porque Ele existe

Que existes tu.

E é porque Ele quer

Que tu tens.

E é porque Ele está

Que tu andas.

E é porque Ele existe

Que tu és.

Alma…

Alma de alguém

Alma de uma pessoa

Alma encontrada.

 

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